ARQUITETURA MONUMENTAL

Com mais de 120 anos, o Edifício-Monumento possui características físicas que lhe conferem grande particularidade. Além de seu significado simbólico para a identidade nacional e regional e seu peso cultural como Museu, ele é um importante exemplar do ecletismo brasileiro, tanto por suas técnicas construtivas e configuração arquitetônica, quanto por sua forma de implantação na paisagem paulistana, em que é a peça estruturante do conjunto urbanístico do Parque da Independência. O centro do edifício, onde se situa o Salão Nobre com a tela Independência ou Morte de Pedro Américo, está disposto em simetria axial com o Monumento da Independência (Ettore Ximenes, 1922) e a avenida D. Pedro I, sendo o melhor exemplo paulistano das soluções paisagísticas concebidas na Paris oitocentista e disseminadas em cidades europeias e americanas nos séculos XIX e XX.

Inaugurado em 7 de setembro de 1895, o edifício neomaneirista, tombado nas três esferas de proteção ao patrimônio, é único na cidade pelo uso à época de estruturas metálicas, uma novidade. Com pés direitos de 6 metros, grandes arcos, abóbadas com tijolos de barro das mais diversas olarias da região, o edifício reúne também as técnicas coloniais como pedra argamassada, paredes de tabique e estruturas de madeira. Apresenta uma monumentalidade constituída por quatro fachadas repletas de ornamentos, arcos e colunatas e, em seu interior, por pisos de cerâmica, escadarias de mármore, galerias abertas, esculturas e pinturas de grande formato. O Edifício foi uma escola prática de arquitetura, servindo de modelo e fornecendo mão de obra, inclusive imigrante, para inúmeros outros projetos de São Paulo.

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